Acabou e agora?

Olá a todas,

Hoje tinha programado postar um artigo sobre outro tema mas durante o fim-de-semana recebi um email de uma leitora que, num desabafo, me pediu para escrever um post sobre conselhos para ultrapassar o fim de um relacionamento.

A verdade é que quer a relação tenha sido longa ou curta quando acaba deixa sempre uma mágoa que pode passar ao fim de uma semana ou levar meses a ser ultrapassada, é uma dor que não é física nem psicológica mas que se entranha em nós e que nos faz desmoronar, à qual eu chamo a dor de alma.

Imagem retirada do Pinterest
Imagem retirada do Pinterest

Como disse a esta querida leitora, cada pessoa reage à sua maneira e por muito que eu escreva, não há nada que lhe possa dizer que lhe vá tirar essa dor que agora parece infinita mas que com o tempo vai virar apenas uma lembrança. O que posso fazer é falar da minha experiência, que espero eu lhe traga algum conforto dentro da solidão que está a sentir e que lhe faça ver que realmente o tempo cura tudo, eu sei que parece uma frase cliché mas vais ver que tenho razão!

Eu sou apologista do luto após as relações, acho que é preciso tirar um tempo para assimilar tudo o que se passou, pôr tudo em causa até mesmo nós próprias, tentar perceber porque não deu certo. Claro que nos primeiros tempos os pensamentos são sempre de falhanço, de solidão, de infelicidade eterna, de choro incontrolável e por muito que custe acho que é uma fase importantíssima de todo este processo porque só assim se consegue arrumar o assunto devidamente, pelo menos é assim que eu funciono.

Eu não sou de me apaixonar facilmente nem mesmo frequentemente, mas quando me apaixono é à séria, acho que ainda amo à antiga, quando entro numa relação entrego-me com toda a paixão, seriedade e verdade que acho que o amor merece. Por isso quando as coisas acabam seja porque um ou outro ou até ambos o decidiram a mágoa é imensa.

No ano passado conheci uma pessoa por quem me apaixonei e com quem partilhei momentos deliciosos mas que infelizmente não estava preparado para levar o amor tão a sério quanto eu e por muito que o amasse a ele a única pessoa a quem eu realmente tenho o dever de fazer feliz é a mim própria e quando assim não o é o melhor é seguir em frente e foi o que decidi.

Embora tenha decidido que o fim desta relação fosse o melhor para mim isso não tornou essa realidade menos dolorosa, muito pelo contrário. Quem me conhece sabe que raramente me vou abaixo e posso vos dizer que nunca fui tão infeliz como nos meses a seguir a esta ruptura. Saía de casa por obrigação, para ir à faculdade e pouco mais, deixei de sair com os amigos, de aparecer aos almoços de família, coisa que era impensável para mim, isto tudo porque não conseguia controlar a minha dor e tanto estava a rir como do nada lá me lembrava dele e desatava a chorar compulsivamente, durou cerca de 4 meses.

Não adiantaram as palavras de consolo dos amigos, da minha mãe, das minhas primas, embora tudo o que me dissessem fosse verdade e os argumentos fossem válidos eu preferia continuar a viver naquela solidão e puro masoquismo. Até que um dia acordei, fui tomar banho e olhei-me ao espelho, tive pena de mim própria – sentimento que não desejo a ninguém – vi uma jovem sem vida, com olheiras enormes, vestígio das noites em que adormecera a chorar, e pensei: “o que é que eu estou a fazer a mim própria?”.

E o ponto de viragem foi esse, eu tinha saído de uma relação porque não era feliz e durante esse processo esqueci-me de mim, estava tão focada na minha dor e em como ninguém me percebia que me esqueci de cuidar de mim. A partir desse momento comecei, aos poucos,  a retomar a minha rotina, e como “coisa boa atrai coisa boa” entretanto também arranjei trabalho e comecei a focar-me em viver a vida e voltar aos pensamentos positivos que me caracterizam.

Por isso minha cara leitora, acho que o conselho é mesmo esse, chora o que tiveres de chorar, leva o tempo que precisares, não tenhas pressa, mas nunca te esqueças que a pessoa mais importante da tua vida és tu! Acredito que tudo nesta vida acontece por um motivo específico, podes não conseguir ver o propósito agora mas o tempo é sábio e mais tarde vais tirar um ensinamento desta situação, pode não perecer mas vais.

Acredito que nos conhecemos e permanecemos na vida uns dos outros por alguma razão, seja para aprender ou para ensinar. A vida é feita disso mesmo, de encontros e desencontros, de altos e baixos e é isso que a torna tão interessante!

Espero que te tenha trazido um pouco mais de esperança!

Se tiverem outros conselhos ou quiserem partilhar as vossas histórias estejam à vontade, acho que iria ajudar esta leitora que está a passar por um momento menos bom.

Beijinho,

A Mulher Moderna 🙂

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